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segunda-feira, fevereiro 07, 2011


Repassando.

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A PRIMEIRA FALA DA PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF SOBRE A EDUCAÇÃO

O discurso de posse da presidente reuniu uma série de recados a vários setores do governo, apresentando seu estilo e, com clareza, suas características. 


Quanto à educação, houve uma expressão curta e de grande significado se considerarmos o contexto da educação brasileira: “professores, professoras, vocês são a autoridade em sala de aula”.
Importante expressão porque considera o valor social do professor, que deve ter autoridade, não autoritarismo. Esta me pareceu a primeira parte do recado.
Um segundo (recado) pode ser entendido tendo como alvo todos os gestores da educação: precisamos dar respaldo aos professores para que tenham essa autoridade, não podemos decidir reformas educacionais sem consultá-los.
Um terceiro é diretamente voltado para todos os professores, aos que estão abandonando o magistério e aos que nele não desejam ingressar: vocês, professores e professoras, para defenderem a necessária autoridade, precisam aproveitar a formação continuada que lhes é oferecida e, sem contornos e delongas, aprofundar os estudos de atualização.
Ao lado de tantos recados que podem ser depreendidos de tão curta fala, creio que ainda podemos discorrer sobre o tema dado que houve um toque em lugar certo, vindo de quem recebeu clara orientação sobre o fundamento das crises da educação. Vivemos uma crise de autoridade. Essa, por sua vez, é gerada por uma série de fatores que podem pesar tanto para os governantes como para os governados.
Quando se toma uma medida para reinventar métodos e processos educacionais sem a menor participação dos educadores, desacredita-se a classe. A ela caberá o ônus das aplicações desses métodos, a falha recairá sobre a cabeça de quem é docente, porém, sua participação foi nula. Quando os gestores da educação lançam a culpa por todos os desmandos encontrados sobre a escola e seus mestres, cometem um grave erro por causa da generalização e pela desconsideração dos valores de quem se preparou para a sala de aula que requer, hoje, um novo professor para uma nova educação.
Reclamam, com razão, os gestores, quando fazem consultas aos mais gabaritados professores e recebem em troca compêndios teóricos fora da realidade porque os elaboradores não conhecem as facetas de nossa educação e, quando pensam teoricamente, não se dão ao trabalho de verificar, na prática, se suas hipóteses têm consistência.
Ainda devemos repensar, em se tratando do Magistério, a força deste recado para os docentes. Na minha ótica, a presidente, nas entrelinhas, afirmou sobre a necessidade de uma formação permanente e de uma reformulação na linha qualitativa dos cursos de formação de professores. O ponto central, parece-me, está em duas situações importantes: esses cursos deverão aumentar o tempo de estudo em relação ao que o professor lecionará e, em seguida, dar suporte metodológico para que as aulas possam ser bem preparadas, ministradas e compreendidas pelos discentes.
Cabe aos analistas observar o periscópio deste submarino e, em seguida, analisá-lo em toda a sua extensão. (Professor Hamilton Werneck).

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